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EUROPA E CHINA IMPULSIONAM ALTA NO TURISMO INTERNACIONAL NO BRASIL
O Brasil abriu 2026 mantendo o ritmo forte do turismo internacional. Em janeiro, 1.401.476 visitantes estrangeiros desembarcaram no país, segundo dados da Embratur, do Ministério do Turismo e da Polícia Federal. Apesar de uma leve retração global de 5,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior, o resultado segue 46,5% acima do registrado em janeiro de 2024, consolidando o terceiro melhor desempenho da série histórica.
O principal destaque veio da Europa, que apresentou crescimento de 19%, saltando de 138 mil para 166 mil turistas. Países como Portugal (+35%), Holanda (+25%), Espanha (+19%), França (+17%) e Alemanha (+15%) puxaram o avanço. O aumento de 26 mil europeus compensou com folga a redução de 9 mil visitantes norte-americanos (-14%).
Na América do Sul, os números também mostram dinamismo. Colômbia (+44%), México (+27%) e Chile (+9%) ampliaram a emissão de turistas. A Argentina, principal mercado emissor, registrou crescimento de 36% nas chegadas por via aérea, público com maior poder aquisitivo, passando de 228 mil para 310 mil visitantes. Em contrapartida, houve queda de 34% entre os argentinos que entraram por via terrestre, fator que impactou o resultado consolidado do mês.
Para a Embratur, os números refletem uma estratégia bem-sucedida de diversificação de mercados e ampliação da conectividade aérea. Segundo ele, o crescimento consistente da Europa e da América Latina demonstra maior resiliência diante de instabilidades econômicas em países como Estados Unidos e Argentina.
O mercado chinês também chamou atenção. O número de turistas da China subiu 75%, passando de 5 mil para 8,7 mil visitantes. O avanço é atribuído às ações de promoção internacional, como a retomada da participação do Brasil na ITB China, além de press trips e do lançamento da plataforma Brasil Travel Specialist em mandarim.
Os dados reforçam o posicionamento do país como destino estratégico no cenário global e mostram que o turismo segue como um dos principais vetores de crescimento da economia brasileira.