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A Porta Santa se fecha, mas a esperança permanece: Jubileu leva milhões ao Vaticano e Brasil é destaque

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07 jan 2026
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Com o som dos sinos ecoando pela Basílica de São Pedro e milhares de fiéis atentos dentro e fora do Vaticano, a Igreja Católica viveu, nesta terça-feira (6), um momento simbólico e profundamente espiritual: o encerramento oficial do Jubileu da Esperança. A cerimônia, conduzida pelo Papa Leão XIV durante a solenidade da Epifania do Senhor, marcou o fechamento da Porta Santa, gesto que sela o fim de um Ano Santo histórico.

 

Iniciado em 24 de dezembro de 2024, o Jubileu superou todas as expectativas. Ao longo de pouco mais de um ano, 33.475.369 peregrinos, vindos de 185 países, cruzaram as portas do Vaticano em busca de renovação espiritual, reconciliação e sentido. O número ultrapassou a projeção inicial de 31 milhões e confirmou o alcance verdadeiramente global do evento. Entre esses milhões de passos guiados pela fé, o Brasil teve papel de destaque. Os brasileiros ocuparam o quarto lugar em presença, representando 4,67% do total de peregrinos, um dado que reafirma o protagonismo do país no cenário católico internacional e sua forte ligação com as grandes mobilizações da Igreja.

 

O Jubileu da Esperança, como é chamado o Ano Santo proclamado pela Igreja, teve como eixo central a ideia de recomeço. Mais do que uma celebração litúrgica, foi um convite coletivo à conversão, ao fortalecimento da fé e à esperança ativa, aquela que se traduz em gestos concretos no cotidiano. “É bom sermos peregrinos de esperança. E é bom continuar a sê-lo, juntos!”, declarou o Papa Leão XIV ao final da missa, que reuniu cerca de 5.800 fiéis dentro da Basílica e outros 10 mil na Praça de São Pedro, acompanhando a celebração por telões.

 

O rito do fechamento da Porta Santa, por onde passaram milhões de homens e mulheres, simbolizou o fim de um ciclo, mas não de sua mensagem. Do total de peregrinos, 62% vieram da Europa, com a Itália liderando o ranking, seguida por outros países do continente. Ainda assim, a presença expressiva de fiéis de fora da Europa reforçou o caráter universal do Jubileu e a força do catolicismo além de suas fronteiras históricas.

 

Durante a homilia, o Papa lançou perguntas que ecoaram além dos muros do Vaticano. Segundo ele, a presença de Deus inaugura sempre algo novo, e os lugares santos devem continuar a “difundir o perfume da vida”, como sinal de que “um outro mundo começou”. Em tom provocador, questionou: “Há vida na nossa Igreja? Há espaço para o que está a nascer?” Leão XIV também destacou que o Jubileu não representa um ponto final, mas um ponto de partida. “O Jubileu veio para nos lembrar que é possível recomeçar, ou melhor, que estamos ainda no início”, afirmou, ressaltando que Deus continua a agir na história por meio de jovens e idosos, pobres e ricos, santos e pecadores.

 

O turismo religioso está em crescimento no Brasil e no mundo, impulsionado por um forte interesse de diversas faixas etárias, especialmente idosos, e pelo desejo de experiências autênticas, movimentando bilhões na economia e gerando empregos e renda, com forte potencial de desenvolvimento