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WAGNER MOURA FAZ HISTÓRIA NO GLOBO DE OURO E LEVA O CINEMA BRASILEIRO AO CENTRO DO MUNDO COM O AGENTE SECRETO

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12 jan 2026
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A noite do Globo de Ouro 2026 entrou para a história do audiovisual brasileiro, e muito disso passa pelo nome de Wagner Moura. Protagonista de O Agente Secreto, o ator não apenas venceu o prêmio de Melhor Ator em Filme de Drama, como ajudou a conduzir o longa a uma conquista ainda maior: Melhor Filme em Língua Não Inglesa. Pela primeira vez, o Brasil saiu da cerimônia com dois troféus na mesma edição, consolidando um momento raro de reconhecimento internacional.

 

Ambientado nos anos 1970, em plena ditadura militar, O Agente Secreto acompanha um professor universitário que retorna ao Recife para reencontrar o filho caçula, mesmo sabendo dos riscos que o cercam. É nesse terreno marcado por memória, silêncio e tensão política que Wagner Moura entrega uma das atuações mais elogiadas de sua carreira, contida, densa e profundamente humana. A vitória no Globo de Ouro, inédita para um ator brasileiro na categoria, coroa esse desempenho e reafirma sua força como intérprete em produções faladas em português.

 

Ao subir ao palco, Moura fez questão de falar em sua língua e celebrar o país. O gesto simples, mas potente, ecoou pela plateia internacional e sintetizou o espírito da noite: um cinema brasileiro que fala de si mesmo e, justamente por isso, alcança o mundo. A emoção também se refletiu nas palavras do diretor Kléber Mendonça Filho, que agradeceu o elenco e destacou a parceria com o ator, afirmando que “as melhores coisas acontecem quando você tem um grande ator e um grande amigo”.

 

A vitória de O Agente Secreto ganha ainda mais peso quando se observa o contexto da premiação. Em uma edição marcada por disputas acirradas e produções de grande alcance global, o filme brasileiro se destacou entre concorrentes internacionais e recolocou o país em uma categoria que não vencia desde Central do Brasil, há 27 anos. O anúncio, feito pela atriz Minnie Driver com um “parabéns” em português, selou simbolicamente o momento.

 

Mais do que prêmios, o impacto do filme está no debate que ele provoca. Ao abordar traumas históricos e o esquecimento coletivo, a obra reacende discussões sobre o passado brasileiro e reforça o poder do cinema como ferramenta de memória. Em entrevistas após a cerimônia, Kléber Mendonça Filho destacou a importância de jovens cineastas continuarem filmando, lembrando que contar histórias locais pode gerar eco global.

 

Com a consagração no Globo de Ouro, O Agente Secreto amplia sua visibilidade internacional e se fortalece na corrida rumo ao Oscar 2026. Para Wagner Moura, o reconhecimento marca não apenas um feito pessoal, mas também um retorno emblemático ao cinema nacional, agora celebrado no palco mais visível da indústria.

 

“A consagração de O Agente Secreto no Globo de Ouro amplia os efeitos do audiovisual brasileiro para além das telas. O reconhecimento internacional reforça o cinema como instrumento de soft power, capaz de projetar o Brasil de forma sensível e autêntica no exterior. Eu Estou Aqui é um exemplo recente desse impacto, ao transformar a casa da Urca, cenário do filme, em um novo ponto de interesse turístico. Ao dar visibilidade a territórios, memórias e narrativas locais, o cinema brasileiro fortalece a marca Brasil e inspira o público global a conhecer, vivenciar e se conectar com o país por meio da cultura e da experiência.” afirma Tatiana D’Angello Diretora de Marketing e inovação da FC&VBRJ